Ontem na TVI deu-se o primeiro debate entre os lideres partidários com assento parlamentar na Assembleia da República. Após uma novela sobre a existência ou não de debates entre o primeiro ministro e outros lideres partidários, o primeiro ministro cedeu, (e muito bem na minha opinião) permitindo assim uma maior troca de ideias.
O debate foi bastante equilibrado, Socrates, basicamente repetiu aquilo que no dia anterior na entrevista com judite de sousa tinha dito, e criticou Paulo Portas por o estar a criticar a governação, quando no entanto portas aquando da sua presença no governo AD, (e teve oportunidade) não fez nada daquilo que actualmente propoe.
Portas no entanto tocou em pontos que socrates não consegui dar uma resposta minimamente satisfactoria. Foi o caso da educação, onde Socrates se mostrou muito aberto e compreensivo para o futuro, enquanto se esqueceu que durante 4 anos intransigentemente não ouviu os professores. Foi o caso do desemprego em que socrates mentiu, usando a carta da crise internacional, ou seja o desemprego aumentou apenas após a crise internacional. Quando na verdade o desmprego nunca baixou significativamente, aliás desde há mais de 7 anos que está sempre a subir.
A segurança social foi um dos pontos mais interessantes, nomeadamente o facto de o CDS querer uma optatividade da segurança social, dizendo que quem quer descontar para a segurança social desconta, e quem não quer, não desconta. (situação que levaria ao fim da segurança social) Aí socrates mostrou que realmente a segurança social portuguesa, (ainda que com problemas) existe, e vai continuar a existir.
O Problema da justiça e segurança foi dos menos interessantes, onde ambos não usaram argumentos crediveis, nem deram propostas para o país, limitando-se a atirar "postas de bacalhau" um para o outro.
Um debate fraco, tendo em conta as expectativas.
excesso de velocidade
Há 1 dia

1 comentários:
"dizendo que quem quer descontar para a segurança social desconta, e quem não quer, não desconta. (situação que levaria ao fim da segurança social)"
ainda que esta situação fosse real, o que teria implicações graves, como o facto de as pessoas serem irresponsáveis e não gostarem nem terem interesse por manter um sistema que seria, pelo menos teoricamente, benéfico para eles, revela que faz parte de um armário ideológico de algumas craveiras dar ao "povo" aquilo que lhe faz bem, quer ele goste quer nao.
mas como isso não me parece real, e as contribuições obrigatórias não são uma realidade universal, fica a pergunta.
se as pessoas não contribuírem, todas, ou uma larga minoria, isso não queria dizer que, provavelmente, os portugueses não querem o sistema de contribuição obrigatória?
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